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Cada um com sua paternidade

Quando fui convidado a falar sobre paternidade responsável pensei: “moleza!”. Ledo engano e que engano! Porque não me considero um pai responsável e, sim, proativo. Como no profissional, tento enxergar as linhas convergentes da atividade que estou realizando e sempre procuro a melhor solução.

Em relação ao meu filho é a mesma coisa: vejo o problema que ele apresenta e mostro os dois possíveis caminhos, procurando orientá-lo pelo menos árduo e o mais próximo da retidão e bons exemplos. Isso tudo sempre o apoiando e dando todo o suporte e assistência que se faça necessária, pois é o meu filho e irei amá-lo sempre, independente dos percalços ou sucessos que ele venha obter na vida.

Acredito que, assim como eu, os pais têm tendência a ensinar o caminho das pedras aos filhos, com o intuito de evitar os sofrimentos e transtornos que bem conhecemos e passamos em nossa infância. Por outro lado, quem disse que eles querem o atalho? Preferem ter suas próprias experiências, bater a cabeça, errar, chorar de amor ou raiva, querem apenas viver pelo próprio nariz. Porém, mesmo que muitas vezes isso nos doa, é preciso respeitar e apontar as opções existentes, ação que é simplesmente fundamental, pois nos cabe, por experiência ou teimosia, mostrar que dinheiro não é tudo e estudo é muito importante. Formação não significa sucesso, mas o essencial é fazer o que lhe deixa feliz e quase nunca você consegue associar esses elementos, mas ao fazer com amor perceberá a diferença.

Não sou o melhor pai do mundo e nem tenho essa pretensão. Minha intenção é fazer com que meu filho entenda que o mundo não é perfeito, fácil ou bonito como os filmes e a TV mostram, mesmo que para isso “role” uma postura autoritária. Sendo assim, não temos que ter medo de agir de tal forma, pois acredito que a maioria de nós precisou fazer algumas coisas a contragosto em nossa infância/juventude e que somente hoje damos o devido valor. Enfim, como disse no início, sou um pai proativo e, desta forma, acredito que a proatividade me ensina a lidar com diversas situações e me faz mais responsável.

Cada pai tem seu método e esse é o meu: em casa, no trabalho e na escola, uma filosofia que levo para a vida e que meus “filhos” mais novos podem comprovar todos os dias.
 

Everton Luis Mendes Felipe*
Pai e agente educacional EFII e EM
Colégio Piracicabano

*Everton contou com a colaboração das alunas do ensino médio Eloá Nazato Chinaglia e Ivna Lindoso.