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A alegria do cuidado no relacionamento entre docentes e discentes

“Feliz o homem e a mulher que acha a sabedoria, e o homem e mulher que adquire conhecimento” (Provérbios 3.13 – adapt.).

A dinâmica do cuidado se estabelece a partir de uma fé que é “multi” e não “uni”. Por mais que alguém queira cuidar de outro alguém, se não houver uma abertura, um desejo de ser cuidado, uma “baixa da guarda”, a parte que deseja cuidar ficará impossibilitada de realizar com plenitude a magia do cuidado.

Toda pessoa que cuida de outra pessoa precisa de um pouco de alegria e de fé. De fato, quando decidimos cuidar de alguém, seja de que idade for, é necessário que creiamos que vale a pena todo o esforço em contribuir na realização dos sonhos do outro.

A verdade é que, na dinâmica do ser cuidado, às vezes não damos ouvido a quem está tentando nos ajudar. Nos rebelamos e nos sentimos como donos da verdade, quando na realidade estamos bem longe de saber que o que nos aguarda é um final feliz. Às vezes não somos cuidados simplesmente porque não nos deixamos ser. Nos fechamos em nosso mundo interior, onde nós temos todas as “respostas” que desejamos, sem ser questionados por ninguém, onde temos todas as “verdades absolutas” bem pautadas e alicerçadas.

O que não sabemos é que muitos dos alicerces que construímos não são seguros o suficiente. Pode ser que tenhamos sabotado a nós mesmos no investimento do “material” e que, ao invés de termos colocado “argamassa”, tenhamos misturado um pouco de “farinha”, por ser mais fácil, mais barato, enfim, custar menos. Aparentemente, tudo está bem, nossa vida está “segura”, firme, mas, de repente, quando menos esperamos, as rachaduras começam a aparecer e sem que a gente perceba, estamos ruindo aos poucos, até desabar por completo.

Há momentos que realmente não dá mais pra consertar as rachaduras, porque elas começam a se multiplicar tão rapidamente, que ficam fora de controle. E aí, apenas uma “implosão” pode resolver, quando jogamos tudo abaixo e decidimos recomeçar do zero, por mais doloroso que isso seja, por mais que isso vá nos custar.

Bem, a dinâmica do cuidado é “multi”. Quem cuida precisa acreditar que vale a pena investir tempo, esforço, dedicação e isso se torna possível pelo viés do amor, puro e simples assim. O amor torna as coisas mais corriqueiras e simples em coisas duradouras e eternas, em lembranças que o tempo não vai apagar, em esperança que nenhuma dificuldade da vida vai roubar. Essa é a mágica que o amor desperta naqueles que dele usufruem, sejam daqueles que cuidam, como daqueles que são cuidados. “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta, o amor jamais acaba” (1º Coríntios 13.7).

Acredite no amor. Essa é a grande “mágica” da vida. É isso que nos move, é isso que nos ensina a cuidar e a se permitir ser cuidado. E, de fato, pra ensinar isso para a gente, tinha que ser uma divindade – um Deus que se doou por amor, que se fez um de nós: Jesus Cristo. Ele é o nosso maior exemplo de fé, de amor, de cuidado.

Ser professor e professora é dedicar-se em ensinar ao próximo os ensinamentos que algum dia alguém lhe passou, marcando a vida do estudante, talvez pela maneira de lecionar, pelo carisma ou pela amizade adquirida. É ser a base de todas as profissões seja político, vendedor/a, advogado/a, gari ou empresário/a e lecionar por amor, pois dinheiro nenhum será capaz de lhe recompensar.

Ser aluno e aluna não é simplesmente ir à escola, faculdade, ao cursinho, abrir o livro ou só fazer anotações. Ser aluno/a é dedicar-se ao aprendizado, buscando sempre o conhecimento e tendo o objetivo de ser tão grande quanto as pessoas que estão ao seu redor. É ter que muitas vezes abrir mão do próprio lazer para dedicar mais tempo aos estudos.

Não existe aluno/a sem professor/a, muito menos professor/a sem aluno/a. Ambos caminham lado a lado, crescendo e evoluindo juntos e assim deve ser, mantendo uma relação saudável que certamente gerará excelentes resultados para os dois.

Para pensar: a construção do conhecimento é resultado da interação entre o aluno/a e o professor/a, processo que promove a aprendizagem de ambos e inspira à sabedoria.

                      

Verônica Ribeiro Gonçalves da Silva – Aluna do Ensino Médio
Miriam Pacheco L. Reis – Professora de Ensino Religioso
Colégio Metodista Bennett