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Piracicabano contra o bullying

 Piracicabano contra o bullying

Respeito pelo diferente é um dos assuntos expostos aos jovens nas aulas de ensino religioso no Colégio Piracicabano. Poderosa ferramenta contra o bullying, a Pastoral Escolar e o Serviço de Orientação Educacional trabalham, juntos, para os alunos assimilarem a compreensão de que existem diferenças de opiniões, credos e etnias na sociedade, posições que devem conviver harmoniosamente.

Debates e vídeos são os meios aplicados pela disciplina de religião para um primeiro esclarecimento dos alunos com uma forma preventiva à ocorrência do bullying no colégio. Quando há a identificação de intolerância específica em determinada classe, a equipe de orientação educacional atua junto a todos, levando ao grupo uma forma de reflexão coletiva. "Se o problema não é contornado em nenhuma destas etapas, há uma conversa em particular com os estudantes envolvidos. Geralmente, o bullying é praticado de forma velada, ou seja, o ataque não é feito quando o professor está presente, por exemplo. O bullying ocorre na hora do intervalo, nos momentos de saída dos estudantes e, geralmente, é praticado entre a faixa etária dos 13 a 14 anos, quando os jovens estão buscando suas identidades, conhecendo o corpo e sexualidade e entrando em conflito consigo mesmo", afirma a orientadora educacional do Colégio, Lucia Cristina Piacentini Gomes da Silva (foto).

Em casa - O diálogo é a principal ferramenta para distanciar o bullying da vida dos jovens. A educadora Lucia Piacentini destaca que, desde muito pequeno, os pais devem perguntar sobre a rotina de seus filhos na escola. "Além de tomar conhecimento sobre as horas que o filho passa longe de casa, é preciso demonstrar interesse pela vida da criança e, assim, estimular a sua autoestima, o elogiando sempre que possível. A criança que recebe essa atenção lida mais fácil com as dificuldades no dia a dia", pontua a orientadora educacional do Piracicabano.

Lucia também recomenda aos pais que observem e investiguem qualquer mudança de atitude de seus filhos. "Uma criança que é alegre e passa a se fechar, por exemplo, pode estar passando por problemas", finaliza.

Já mais facilmente identificado porque gera registros textuais ou gráficos, o cyber bullying também deve receber grande atenção dos adultos responsáveis pela educação dos jovens, destacam Lucia e a pastora Márcia Célia Pereira, pastora da Pastoral Escolar do Colégio Piracicabano. "É preciso acompanhar também o comportamento dos filhos na internet", observa Márcia.


Texto: Cristiane Bonin
Fotos: banco de imagens e Fábio Mendes
Edição de texto: Angela Rodrigues
Última atualização: 22/08/2013

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