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Pioneirismo: um mundo todo em inglês com prática e vivência

Pioneirismo: um mundo todo em inglês com prática e vivência

"The whole world speaks English. Wherever you go, there's the language of the place and English". Traduzido para o português, a expressão significa: "O mundo inteiro fala inglês. Onde quer que você vá, há a língua do lugar e o inglês". Essa é a opinião de Júlia Pacheco, 14, que cursa o 1º ano do ensino médio A do Colégio Piracicabano. Na instituição, o ensino bilíngue faz parte dos conteúdos de ensino antes de se tornar uma tendência. O processo de internacionalização teve início há 13 anos. 

Desde então, os alunos foram divididos em turmas de acordo com o nível linguístico do idioma e não por idade. Além disso, há quatro anos o colégio passou a oferecer as disciplinas "Environment and Human Development" (ambiente e desenvolvimento humano), "Fluency Development" (desenvolvimento de fluência) e "Reading and Writing Strategies" (produção textual). As iniciativas, inéditas, tornaram o Piracicabano o único colégio bilíngue do município. Agora, o processo continua: a coordenação bilíngue da instituição analisa o oferecimento de intercâmbios específicos para os alunos, ainda sem datas definidas para o início do processo. 

PIONEIRO 

No Piracicabano, o ensino bilíngue começa já na educação infantil 1, para crianças a partir dos 2 anos, e vai até o 3º ano do ensino médio. A partir da educação infantil 2, as crianças começam a ter contato com a disciplina "Environment", com aulas que contam mais com a participação e vivência dos alunos.
 
"São aulas práticas, expositivas, nas quais utilizo desenhos e recursos audiovisuais, além de muita música", conta Juliana Bonetti, coordenadora do ensino bilíngue do colégio. Conforme a série, os focos se direcionam para o desenvolvimento da fluência, da leitura, da escrita, da fala, dos gêneros redacionais e da estrutura. 

Segundo Juliana, a espinha dorsal do projeto bilíngue está na própria disciplina. Nela são transmitidos conteúdos de disciplinas como ciências, geografia, geopolítica, biologia conforme a série do aluno. "O diferencial é que essas disciplinas não ensinam inglês, mas ensinam em inglês. Queremos um aluno competente linguisticamente, mas também academicamente", detalha.

NA PRÁTICA 

Para Melissa Cesário, 10 anos, e Giovani Freitas, 9 anos, ambos alunos do 4º ano, aprender inglês é uma diversão. "Aprendi sobre plantas, animais e sobre as estações do ano. E fizemos apresentações em inglês sobre o sistema solar", conta ele. Já Melissa afirma que conversa bastante em inglês com a mãe. "Ás vezes, até a corrijo. Quando entrei, tive algumas dificuldades, mas hoje aprendo bem", afirma Melissa. Já para os alunos Victoria Alves Cristofoli, 14 anos, e Lorenzzo Casale, 15, ambos do 1º ano do ensino médio B, e Samantha Demarchi, 17, do 3º ano do ensino médio A, as atividades preferidas são as interativas, que contam com recursos audiovisuais, debates e narrações de filmes. 

"Utilizo os conhecimentos em casa, na internet ou quando preciso me comunicar", afirma Victoria. Já a experiência de Samantha difere pelo fato de a aluna ter vindo de uma escola pública.  Tive dificuldades no início, mas com as aulas de reforço, consegui acompanhar. Minhas preferidas são as aulas de "Environment" com temas como a Guerra Fria, direitos humanos e geopolítica", detalha. 

Poder ler livros em outros idiomas e utilizar melhor o computador são alguns dos benefícios que o ensino bilíngue possibilitou a Casale. "Quase tudo à nossa volta está em inglês", enfatiza.

Texto: Angela Rodrigues
Edição: Celiana Perina
Fotos: Fábio Mendes
Última atualização: 09/12/2010

 

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