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Leitura, um hábito que alimenta a mente e o coração

Leitura, um hábito que alimenta a mente e o coração
Cada pessoa tem um horário do dia que considera ideal, pois há aqueles que rendem melhor sob a luz do sol e outros ainda que funcionam à noite, os notívagos. Cabe a cada um descobrir o seu horário preferido, destaca a professora de língua portuguesa e produção de textos do Colégio Piracicabano, Suzane Lindoso (foto). “A grande recomendação é não ler quando estiver muito cansado, pois, dificilmente, a leitura será produtiva”, alerta ela.

Mas como tornar interessante o momento da leitura? Em princípio, diz Suzane, buscando algo que desperte o prazer da prática. “Mesmo sabendo que muitas vezes teremos de enfrentar uma leitura complexa e muito distante do nosso interesse, o ideal é buscar o que mais se aproxima dele.”

Depois de feita a escolha do título, a professora do Pira recomenda que a leitura aconteça em um lugar agradável, que traga conforto e garanta a concentração.  “Mas o local também pode variar, pois há os que gostam de silêncio e isolamento total; outros que já preferem ouvir música ou estar no meio das pessoas.”
Outra questão é: o meio físico ou virtual? Suzane lembra que ler um livro, para muitos, é um prazer insubstituível; passar as folhas, sentir seu cheiro, marcar a página na qual parou. “Contudo, muitos preferem a leitura em tela, dispensam o livro.”

Os benefícios são inúmeros, destaca a professora, acrescentando que também revistas ou jornais – impressos ou virtuais - podem contribuir com informações e com o desenvolvimento do intelecto.

“A leitura é como paixão. Ela preenche nosso tempo, permitindo que vivamos o drama do outro, muitas vezes sofrendo e chorando com as personagens; ou sorrindo e amando. Também nos abre os olhos para realidades distantes da nossa; nos leva a culturas, paisagens desconhecidas, inimagináveis. Confronta ideias, balança nossas estruturas e, por vezes, nos faz tomar posições. Tudo isso acrescenta palavras ao vocabulário, assuntos à mente, maior intimidade com as palavras escritas e as diversas possibilidades de usá-las.”

EU INDICO

A professora Suzane Lindoso recomenda algumas obras e conta porquê:

- Incidente em Antares, de Érico Veríssimo: O que fazer quando os mortos voltam para acerto de contas com os vivos? É assim em Antares, com sete mortos que não foram enterrados graças a uma greve dos coveiros.

- Para Viver um Grande Amor, de Vinícius de Moraes: A evocação do amor, na voz de um poeta que o viveu de forma intensa e verdadeira.

- Quase Memória, de Carlos Heitor Cony: Um livro em que o autor nos diverte e nos emociona ao falar de sua relação com seu pai.

Texto: Cristiane Bonin
Fotos: Fábio Mendes
Coordenação/edição de texto: Celiana Perina
Última atualização: 22/01/2015
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