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Déficit de audição se revela no dia a dia

Déficit de audição se revela no dia a dia

A professora chama. A criança não olha. As ordens são cumpridas parcialmente. Há dificuldades na fala. Acima dos três anos de idade, um conjunto de fatores, como os citados acima, pode indicar déficit de audição. Entretanto, os pais devem ter o cuidado para conseguir separar um problema de saúde de uma simples indisposição da criança, ou do jovem também, quanto à resposta do que foi lhe pedido, observa Fátima Suzegan, coordenadora da educação infantil e ensino fundamental 1 do Colégio Piracicabano.

A criança e o jovem que não têm reação ao som alto ou trocam letras como ´d´ por ´t´, ´v´ por ´f´, por exemplo, também passam por dificuldades escolares, informa Mariana Aparecida Soares, professora do curso de fonoaudiologia da Unimep (Universidade Metodista de Piracicaba). "Mas esses sinais podem ou não estar relacionados com um déficit de audição e deve ser investigado", afirma Mariana. 

A coordenadora Fátima informa que os professores do Piracicabano estão atentos ao assunto. No caso dos pais terem alguma dúvida a respeito de algum tipo de déficit, o melhor caminho é a conversa entre os adultos da convivência do filho para cruzar as informações sobre a reincidência do comportamento. "Os professores e a coordenação podem ajudar nesse processo. Se algo estiver errado, no ambiente da escola podemos perceber situações em diferentes oportunidades, como durante as aulas de música, e uma dificuldade rítmica. Outros aspectos também podem ser observados, como uma personalidade mais forte ou uma simples rebeldia", acrescenta Fátima.

Dicas - Evitar os problemas é sempre o melhor caminho. A professora da Unimep, Mariana Soares, recomenda três atitudes simples para que o sentido da audição não seja prejudicado. O primeiro comentário que a especialista faz é quanto aos fones de ouvido. "Não use som alto. Sabe quando até a outra pessoa que está ao lado pode ouvir? Na verdade, o bom é evitar este tipo de equipamento", conta Mariana. As outras duas dicas da professora são manter-se longe das caixas de som durante uma festa ou qualquer outro tipo de reunião. "Também não aconselho o uso de cotonete ou de qualquer outro objeto para limpar o ouvido. A cera tem a função de proteção e, somente no caso de uma produção excessiva identificada pelo otorrinolaringologista é que se recomenda alguma limpeza. Para secar a orelha, use apenas a toalha do banho", finaliza Mariana.


Texto: Cristiane Bonin
Fotos: Fábio Mendes
Edição: Angela Rodrigues
Última atualização: 25/07/2013

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